Terça-feira, 22 de Julho de 2008

piauí II - dpl

www.eric-hat-jetzt-zeit.de


retomando: a revista piauí n. 22, de julho de 2008, publicou um artigo muito interessante sobre fraudes e plágios em traduções, escrito por adam sun. http://www.revistapiaui.com.br/artigoaspx?id=675&unica=1, ou pelo google.

o nome do artigo é "O pega-pega da Arte da Guerra", com o subtítulo "Um clássico chinês em adaptações policiais para todos os gostos". na coluna lateral, constam links para o assinado-tradutores e para o site da união brasileira de escritores, onde está publicada nossa carta de protesto contra as irregularidades da editora nova cultural.

o articulista pega o triste destino de a arte da guerra, de sunzi (ou sun-tzu) em algumas edições suas no brasil e acompanha seus aventurosos périplos. o circuito do pega-pega é composto de três estações: a editora DPL, a editora Jardim dos Livros e a editora Martin Claret.

a dpl, editora de livros de auto-ajuda, fez uma salada de referências das edições em inglês usadas para a tradução, e acabou tropeçando nas próprias pernas. até onde consigo entender, tratava-se mais de um certo tolo afã de querer parecer "culta". na verdade a edição de base usada para a tradução teria sido apenas uma: a de lionel giles. o principal problema que coloca o articulista é a questão dos direitos patrimoniais referentes à tradução feita por lionel giles e adotada para a tradução brasileira, que não teriam sido respeitados. lionel giles morreu em 1958, e portanto sua tradução não está em domínio público.

em todo caso, sob os ouropéis da dpl parece que houve de fato uma tradução, devidamente apresentada como interposta, com respeito ao direito moral de lionel giles. o livro traz notas e comentários aparentemente originais de caio bastos toledo, e assim por diante.

resumindo, não teria havido plágio nem apropriação fraudulenta de traduções em português já existentes, e sim desrespeito aos direitos patrimoniais do tradutor inglês, além do desrespeito ao leitor brasileiro, ludibriado com iscas de pseudo-erudição.

um pinóquio para a dpl.que feio, dona dpl. não faça mais isso, está bem?

geléia geral

contra la impunidad - flickr.com

antes de continuar o comentário sobre a matéria publicada na revista piauí 22, quero expor minha perplexidade com um fenômeno.

a folha de s.paulo, o jornal o globo, a revista agulha, o opção, o caiçara, o jornal da tarde, a u.b.e., a a.b.i., a revista piauí, várias editoras e inúmeras personalidades do cenário cultural como josé mindlin, nélida piñon, carlos nejar, moacyr scliar, alfredo bosi, antonio secchin, jorio dauster, edla van steen, alberto de costa e silva, e mais centenas e centenas de intelectuais temos todos aqui incessantemente apontado, indicado, demonstrado e protestado contra os plágios praticados pela martin claret e pela nova cultural.

em http://o-horror.blogspot.com/ e em http://dbottmann.blogspot.com/, dei-me à minuciosa pachorra (aliás, muito instrutiva para mim mesma) de listar dezenas e dezenas de links de blogs e sites apontando as fraudes de ambas as editoras.

aqui no blog faz meses que nos esgoelamos apresentando indicações e provas das fraudes.

e curiosamente, entrando em contato com certas livrarias de representatividade e penetração nacionais, pedindo que avaliem melhor seu acervo antes de divulgarem indiscriminadamente obras de uma claret ao lado e em pé de igualdade com editoras reconhecidamente sérias, recebemos respostas no mínimo espantosas: "não faremos nada enquanto não vier um oficial de justiça aqui com uma notificação"...

aliás, diga-se de passagem que desde outubro o sr. martin claret e o sr. civita (ou seus mandados) têm vindo a público reconhecer com todas as letras seus plágios, sempre alegando a mesma coisa: "ah, erramos, estamos providenciando, já retiramos de circulação".

então como é que é essa história? as editoras admitem a fraude, dizem retirar as obras ilegais de circulação, e essas livrarias declaram que continuarão a comercializar as fraudes até que venham a receber uma notificação judicial determinando que parem?!

ué, e por que é o juiz que tem que mandar? sozinhas não são capazes de discernir entre o certo e o errado?

Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

piauí I

a revista piauí n. 22, de julho, traz um artigo excelente, chamado "O pega-pega da Arte da Guerra", escrito por Adam Sun.


a matéria é deliciosa, mas tem um grau de complexidade nas informações que fiquei quase doida ao ler. ela envolve bastante gente: nova cultural, sapienza, dpl, martin claret, jardim dos livros. o articulista é muito sério, e as informações são de extrema relevância.

se alguém pesquisar a fundo, é mais bombástico do que qualquer outra coisa já publicada a respeito.

globoonliners.com.br
voltaremos a ela mais adiante.

ironia das coisas

Livros-texto na rede deixam as editoras em polvorosa. Já plágios integrais e apropriações indébitas parecem não as incomodar muito. Não que a pirataria seja boa coisa, em qualquer circunstância.

www.jang.com.pk

Mas me desculpem muito: acho que há uma diferença razoavelmente grande entre pilhar um patrimônio da história cultural do país e publicá-lo COM finalidades lucrativas, adulterando os créditos, lesando direitos morais e patrimoniais, ludibriando o leitor, inclusive subtraindo obras ao domínio público, e colocar livros didáticos na rede, gratuitamente, SEM fins lucrativos, dando os devidos créditos, sem maquiagens, para o uso de estudantes.
Não creio que polícia armada de metralhadoras atrás de xeroxes nas universidades seja uma boa política, assim como não creio que manter uma legislação obscurantista quanto ao uso de livros didáticos contribua para a democratização do ensino no país.


E tampouco creio que as editoras, livrarias, suas respectivas entidades de classe, instituições culturais e órgãos do governo que fazem vistas grossas aos verdadeiros atentados cometidos pela editora nova cultural e pela editora martin claret estejam colaborando para pôr cobro a essas tremendas distorções.

"O Globo - 21/07/2008 - por Carlos Alberto Teixeira
Editoras estão caçando os responsáveis pela pirataria cada vez mais intensa de livros-texto ilegalmente oferecidos para download na rede. O número de estudantes baixando de graça cópias online não autorizadas de livros-texto vem aumentando."
http://www.oglobo.globo.com/

em tempo, boas vindas a vânia maria s. guerra e marcelo backes

Informativo

Notícias alegres do fim de semana: Zero Hora e Diário Catarinense impecáveis nos créditos aos tradutores. A colaboração dos jornalistas e a dedicação de Dorothée de Bruchard à leitura e à correspondência com eles merecem: Vivas!

A nota muito triste está nos comentários aos "Observadores da imprensa". Cem por cento de omissão num só jornal.

Boa semana para todos.

Domingo, 20 de Julho de 2008

Carta aos Docentes e Pesquisadores - 9

Caros colegas,

Entre os dias 14 e 20/07, a Carta aos Docentes e Pesquisadores foi enviada a 134 destinatários, atuantes nas áreas de Letras, Artes, Ciências Humanas e Educação na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Nova adesão:

Zahidé Lupinacci Muzart

O envio da carta continua.

Abraços a todos.

Olho Vivo

Sábado,19.7.2008

JB,Idéias
Pouca novidade. Em “Os mais vendidos”, nada de tradutor. Em “Lançamentos”, três traduções com os devidos créditos. Na curiosa reportagem “Inferno”, de Juliana Krapp, mencionam-se alguns livros estrangeiros – inclusive Mein Kampf, de Hitler: eu não sabia que era proibido, então não somos muito mais democráticos do que ele – , mas nenhum nome de tradutor. É preciso habituar as pessoas a se lembrar deste ser. Quando, ainda jovem, eu falava maravilhado da minha leitura do Moby Dick de Melville, dizia logo: na tradução (excelente) de Berenice Xavier, para a Globo de Porto Alegre.

OG, Prosa&Verso
Atenção, tradutores de japonês. Vejam a seção “Corpo a Corpo”: o editor Angel Bojadsen, d’A Estação Liberdade, procura-os vorazmente. Na resenha de uma tradução (p.4), na coluna dos “Lançamentos” e no ensaio sobre Michel Onfray, tudo bem (os jornais aprendem logo), mas em “Os mais vendidos”, como no JB, rosca geral para os tradutores.

TI
Não aparece um livro, nacional ou estrangeiro.

Domingo,20.7.2008
ESP, Caderno 2Bons indícios. Desde Lição final, de auto-ajuda, vai ali a tradutora; nos “Lançamentos no Brasil”, tudo em cima: ao tratar de Raj (Índia, nos tempos do império britânico), de Gita Mehta, o comentarista cita o tradutor, José Rubens Siqueira, para a Cia. das Letras; mesma coisa em O respeito ou o olhar atento e em Depois da religião. Assim também no utilíssimo Louco para ser normal, de Adam Philips, Zahar, e na nova ed. do Ecce Homo, de Nietszche, Cia. das Letras. Em Uma ode à tragédia da existência (sobre os Ventos de quaresma, do cubano Leonardo Fuentes), boa resenha de Fabiano Calixto, o tradutor é lembrado no meio do texto. Está na cara que as coisas, nesse plano, estão melhorando. E olhem que vivemos num país ainda atrasado demais, de uma violência bestial, e de uma passividade bovina (em relação aos States, p. ex.).Ora, “è il mio cuore/il paese piú straziato”(G.Ungaretti).

Sábado, 19 de Julho de 2008



e no sábado a gente tira o atraso!

www.reading.ac.uk

Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Gostoso transtorno

Será que acontece só comigo? Seja lá como for, fascina, e por isso comento.
Bi, tri ou multilíngüe, a gente fica lendo muita língua cruzada. Em tempos de internet, é como que simultâneo. Pula-se de um artigo na Folha Online ao The New York Times, e já ao Der Spiegel.
E a coisa ainda pode se potencializar quando o pensamento vaga paralelamente em mais outros campos ocupacionais de nosso dia-a-dia. Aquilo de que qualquer psicólogo nos previne por maléfico a nosso bem-estar. Porém, seguindo analogia de filósofo não descartável nem longevo, existe por constatado.
Algumas vezes ocorre um descompasso estonteante: lá vão os luzeiros, avançando ao compasso de anos-luz (300 mil km por SEGUNDO – imagine ler o jornal em facção de segundos!), ao passo que a audição interna, que sustenta a leitura muda, avança a 343 metros por segundo. Bem, a referência vale para o meio AR a 20 °C. Como em nossa singular cabeça pouco ar haverá, porém muitos neurônios aquecidos a 37 °C, deverá ocorrer alguma aceleração de fator a mim desconhecido, não obstante sem qualquer chance contra a célere concorrente, tão aspirada particularmente no século XVIII.
Meu transtorno, pelo visto e pelo que confirmo, não passa de facções, se bem que delas muitas, de segundos (uma facção seria, provavelmente, pouco até para a percepção do black-out, desse preto e branco do qual estou falando). Quando acontece, acontece quando troco a marcha, por assim dizer. Quando altero da língua primeira, de uma leitura profunda, para uma segunda. Paro num inesperado ponto morto. Num curto-circuito, mágico instante que me desperta e faz estranhar. Quando as palavras lidas já não fazem sentido e soam enigmáticas: nasais em inglês, th’s no português. Instantes de desorientação nebulosa, sem perceptível lei da gravidade, que ao menos me daria uma base inicial, uma referência para um reposicionamento. A audição íntima dá um basta, e puxa os luzeiros de volta ao ponto de partida, para conferência, sincronização e câmbio, para re-interpretação.
Dopado sem droga. Eu acho legal. Pena que é ocasional, e não provocável.

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

mundos diferentes

Em Escritores Imortais Baratinhos, Deonísio da Silva reproduzia uma promessa sobre o lançamento da espantosa coleção Obras-Primas:

"Ninguém menos do que o presidente da Editora Nova Cultural, Richard Civita, promete ao público: 'Todas estas obras-primas os cativarão e empolgarão para o mundo da leitura, e o seu mundo ficará transformado para sempre'." www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/al210820025.htm


passados alguns anos, devo dizer que, de minha parte, não sei se meu mundo ficou transformado para sempre, mas que ficou um pouco transtornado, isso lá ficou.
em compensação, recentemente informou o sr. ivan pinheiro machado, da l&pm: "Fizemos ver a eles que jamais a L&PM tinha tido um abalo tão grande. Nem a ditadura - que quase nos quebrou - conseguiu arranhar a nossa imagem pública, proeza que a NC conseguiu ao vender traduções falsas".


shinbun na edição original, shinbun depois de receber um tratinho. http://www.members3.jcom.home.ne.jp/

Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

o tal editing


sociology.camden.rutgers.edu
A colega Myriam Campello envia:





Um trecho de um artigo de Milan Kundera sobre tradução para o jornal "Le Monde"(1996) e que continua de uma atualidade espantosa:

"Inúmeras vezes fiquei irritado com traduções traiçoeiras, sem perceber que os responsáveis não são necessariamente os tradutores. Acabo de ler: 'Alguns escritores estrangeiros criticam os tradutores franceses por edulcorar a expressão - e portanto também o conteúdo - de suas obras. É preciso que tais escritores saibam que as edulcorações não são forçosamente obra dos tradutores: muitas vezes são impostas pelas próprias editoras.'
Essas são as palavras de Pierre Blanchaud num artigo admirável publicado na revista 'L'Atelier du Roman.'
Nesse artigo, ele conta a história tão incrível quanto comum de sua tradução de Kleist. O editor, exigindo um texto elegante, 'bem escrito', de fácil leitura, impôs modificações que o tradutor, fiel ao estilo estranho e áspero de seu autor, recusou-se a aceitar. Seguiram-se acusações, aborrecimentos, humilhações (para o tradutor, é claro) (...) e ao final surgiu uma nova edição de Kleist (feita por outro), tão legível quanto lamentável.'"



E Kundera continua a citar Blanchaud, apontando para um problema crucial na profissão:


"Assim que o tradutor entregar seu manuscrito, ouvirá que as 'imperfeições'encontradas em seu texto necessitam de uma séria intervenção do revisor (...)
Se as frases forem longas, serão retalhadas; se forem curtas, serão estendidas. Conjunções serão inutilmente inseridas, ao passo que repetições significativas serão eliminadas...
As razões dessa censura, dessa paráfrase selvagem? ... A submissão total a um certo estilo chamativo, a uma escrita de supermercado que o editor acredita ser a única capaz de aumentar as vendas do livro."

Que tradutor nunca passou por isso alguma vez?

Myriam Campello, RJ

Terça-feira, 15 de Julho de 2008

boas vindas

boas vindas a rossano pecoraro, lylian coltrinari e zahidé lupinacci muzart.

sobre o 500o. post


ontem, nosso querido fábio said postou aqui, como cinqüecentésimo post [é isso mesmo?], uma relação deliciosa de 50 traduções literárias de destaque nos últimos 50 anos - na inglaterra!

e quanta coisa passa pela cabeça... por exemplo, que bom que temos traduções da grandíssima maioria das obras citadas. ou: que bom que algumas das obras de destaque na inglaterra estão em português pelo trabalho de primeiríssima linha de colegas. ou: qual seria o interesse e as eventuais dificuldades de montar uma lista equivalente no brasil. e por aí vai.

mas a principal coisa que passa pela cabeça - aliás, nem passa, explode na cabeça, é a seguinte: a tradução de il gattopardo, do lampedusa.

temos algumas traduções do leopardo no brasil.

a mais antiga é a de rui cabeçadas, editada em não tão priscas eras pela difusão européia do livro, DIFEL (atualmente da record), lá por 1961.

depois vieram as edições da abril cultural, aquelas de capa dura vermelha com letras em dourado, em contrato de cessão de direitos com a difel, portanto publicando também a tradução de rui cabeçadas, nos anos 1970.

dando um salto, veio a tradução de marina colasanti, que optou pelo título o gattopardo, e foi publicada pela record em 2000.

e aí, como não podia deixar de ser (pobres de nós!), em 2002 surge a descabeçada edição da nova cultural, copiando a tradução do rui cabeçadas e dizendo que era de um tal leonardo codignoto.
quando encontrei esta fraude, até me chamou a atenção a pobreza do trocadilho do nome inventado do pseudotradutor: numa fácil associação trocando um "p" por um "n", um solene desconhecido ["ignoto"], botando um código na frente e, pronto, temos o descerebrado leonardo codignoto.
(aliás, esse gosto perverso da nova cultural em inventar nomes de escárnio tinha se revelado também no pseudônimo "calvin carruthers", que já comentamos e depois voltaremos a comentar mais uma vez).

e tudo isso é tanto mais patético para quem gosta de literatura e de tradução, porque a gente sente a dedicação e o amor de quem traduz, e a gente gosta de saber quem contribui para nossa magrinha cultura, e a gente sabe que rui cabeçadas foi um intelectual brilhante e abnegado, com importante papel na resistência portuguesa ao salazarismo, nome tão respeitado no 25 de abril.

e tudo isso para vir ser decapitado aqui, sem honras nem glórias, no regime da nova cultural...

reticenciasepontofinal.blogspot.com

p.s. a sherloquice inicial sobre a decapitação de rui cabeçadas se deve a euler de frança belém, do intrépido jornal opção de goiânia. desde 2004 alertava ele: "A segunda tradução, da Nova Cultural, pode não ser plágio da versão de Cabeçadas, mas é muito parecida, senão idêntica". http://www.jornalopcao.com.br/index.asp?secao=Imprensa&subsecao=Colunas&idjornal=99

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

50 traduções literárias (para o inglês) de destaque nos últimos 50 anos

A lista abaixo foi elaborada pelo portal britânico Times Online e pode ser conferida seguindo este link. São exibidos na seqüência: nome do autor, título em inglês, nome do tradutor e ano da publicação da tradução.

1. Raymond Queneau – Exercises in Style (Barbara Wright, 1958)

2. Primo Levi – If This is a Man (Stuart Woolf, 1959)

3. Giuseppe Tomasi di Lampedusa – The Leopard (Archibald Colquhoun, 1961)

4. Günter Grass – The Tin Drum (Ralph Manheim, 1962)

5. Jorge Luis Borges – Labyrinths (Donald Yates, James Irby, 1962)

6. Leonardo Sciascia – Day of the Owl (Archibald Colquhoun, 1963)

7. Alexander Solzhenitsyn – One Day in the Life of Ivan Denisovich (Ralph Parker, 1963)

8. Yukio Mishima – Death in Midsummer (Seidensticker, Keene, Morris, Sargent, 1965)

9. Heinrich Böll – The Clown (Leila Vennewitz, 1965)

10. Octavio Paz – Labyrinth of Solitude (Lysander Kemp, 1967)

11. Mikhail Bulgakov – The Master and Margarita (Michael Glenny, 1969)

12. Gabriel Garcia Marquez – 100 Years of Solitude (Gregory Rabassa, 1970)

13. Walter Benjamin – Illuminations (Harry Zohn, 1970)

14. Paul Celan – Poems (Michael Hamburger and Christopher Middleton, 1972)

15. Bertolt Brecht – Poems (John Willett, Ralph Manheim, Erich Fried, et al 1976)

16. Michel Foucault – Discipline and Punish (Alan Sheridan, 1977)

17. Emmanuel Le Roy Ladurie - Montaillou (Barbara Bray, 1978)

18. Italo Calvino – If on a Winter’s Night a Traveller (William Weaver, 1981)

19. Roland Barthes – Camera Lucida (Richard Howard, 1981)

20. Christa Wolf – A Model Childhood (Ursule Molinaro, Hedwig Rappolt, 1982)

21. Umberto Eco – The Name of the Rose (William Weaver, 1983)

22. Mario Vargas Llosa – Aunt Julia and the Scriptwriter (Helen R. Lane, 1983)

23. Milan Kundera – The Unbearable Lightness of Being (Michael Henry Heim, 1984)

24. Marguerite Duras – The Lover (Barbara Bray, 1985)

25. Josef Skvorecky – The Engineer of Human Souls (Paul Wilson, 1985)

26. Per Olov Enquist – The March of the Musicians (Joan Tate, 1985)

27. Patrick Süskind – Perfume (John E. Woods, 1986)

28. Isabel Allende – The House of the Spirits (Magda Bodin, 1986)

29. Georges Perec – Life A User’s Manual (David Bellos, 1987)

30. Thomas Bernhard – Cutting Timber (Ewald Osers, 1988)

31. Czeslaw Milosz – Poems (Czeslaw Milosz, Robert Hass, 1988)

32. José Saramago – Year of the Death of Ricardo Reis (Giovanni Pontiero, 1992)

33. Marcel Proust – In Search of Lost Time (Terence Kilmartin, 1992)

34. Roberto Calasso – The Marriage of Cadmus and Harmony (Tim Parks, 1993)

35. Naguib Mahfouz – Cairo Trilogy (Olive E. Kenny, Lorne M. Kenny, Angela Botros Samaan, 1991-3)

36. Laura Esquivel – Like Water for Chocolate (Carol Christensen and Thomas Christensen, 1993)

37. Bao Ninh – The Sorrow of War (Frank Palmos, Phan Thanh Hao, 1994)

38. Victor Klemperer – I Shall Bear Witness (Martin Chalmers, 1998)

39. Beowulf (Seamus Heaney, 1999)

40. Josef Brodsky – Collected Poems (Anthony Hecht et al, 2000)

41. Xingjian Gao – Soul Mountain (Mabel Lee, 2001)

42. Tahar Ben Jelloun – This Blinding Absence of Light (Linda Coverdale, 2002)

43. W.G. Sebald – Austerlitz (Anthea Bell, 2002)

44. Orhan Pamuk – Snow (Maureen Freely, 2004)

45. Amos Oz – A Tale of Love and Darkness (Nicholas de Lange, 2004)

46. Per Petterson – Out Stealing Horses (Ann Born, 2005)

47. Irène Némirovsky – Suite Française (Sandra Smith, 2006)

48. Vassily Grossman – Life and Fate (Robert Chandler, 2006)

49. Alaa Al Aswany – The Yacoubian Building (Humphrey Davies, 2007)

50. Leo Tolstoy – War and Peace (Richard Pevear, Larissa Volokhonsky, 2007)

pimenta no zóio


o mundo é engraçado.

a ed. nova cultural, essa mesma que deu azo à revolta inicial dos tradutores contra apropriações descaradas de antigas traduções (mário quintana, araújo nabuco etc.), adorava acionar judicialmente outras editoras.

e acionava por quê? ora, por plágio! e plágio de quê? de SABRINA!

e a sra. janice flórido, a coordenadora editorial da nova cultural, responsável, entre outras coisas, pela pavorosíssima coleção usurpadora de traduções superconsagradas da grande literatura universal, se arvorava em vítima quando achava que algum concorrente tinha copiado, por exemplo, o folhetim "sedução e vingança".
[a propósito, sabrina é uma revistinha editada com 365 títulos por ano, na faixa de 18 mil exemplares por edição, segundo informações prestadas por dona janice.]

pois que coisa terrível, não é mesmo, dona janice? mas aí o que foi que aconteceu? a sra. gostou da idéia do concorrente de copiar uma história da Sabrina, e resolveu implantar a coisa na coleção Obras-Primas? só que então em escala industrial, começando direto com 60 mil exemplares em cada tiragem, e várias tiragens para cada título? e não com os livrinhos da chamada "linha cor-de-rosa", mas com goethe, dostoievsky e tantos outros mais para o plúmbeo ou o azul-escuro?

ou foi diferente? por favor, conte aqui para nós de onde saiu essa sua idéia. já sabemos que a sra. tem esse problema de memória, que não lembra bem as coisas e além do mais é uma pessoa muito ocupada, mas a gente fica curioso, entende?

a siciliano, para onde a sra. foi depois de sair da nova cultural, sabia dessas coisas? e a ediouro, sabe de tudo isso?

imagem: till eulenspiegel, www.erich-hat-jetzt-zeit.de

Domingo, 13 de Julho de 2008

Carta aos Docentes e Pesquisadores - 8

Caros colegas,

Entre os dias 07 e 13/07, a Carta aos Docentes e Pesquisadores foi enviada a 115 destinatários, atuantes na área de Ciências Humanas na Universidade de São Paulo (USP).

Novas adesões:

Andityas Soares de Moura
Oséias Silas Ferraz


O envio da carta continua.

Abraços a todos.

Informativo

Algumas notícias de omissões de nome de tradutor em ensaios, resenhas e artigos de jornais e revistas já estão nos comentários dos "Observadores da imprensa".

Continuamos enfatizando na correspondência com ensaístas, resenhistas e jornalistas a importância do crédito ao tradutor de uma obra estrangeira onde quer que essa tradução seja mencionada.

Boa semana a todos.

para ler

escribano - wikimedia commons


Palavras ao vento: Ofício de traduzir influencia não só o sucesso da obra mas também a imagem de um país diante das ideologias locais

Assim se chama um simpático artigo de Peter Burke, publicado hoje no Caderno +, da Folha de S.Paulo:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1307200811.htm
(link para assinantes uol e fsp)

Sábado, 12 de Julho de 2008

atualizando

boas vindas aos colegas paulo oliveira, heronides moura, joão ângelo oliva neto, roberto bolzani filho e andityas soares de moura.

o minc resolveu retomar seu blog "fórum nacional de direito autoral":
http://www.cultura.gov.br/blogs/direito_autoral/

a matéria do ministro, ali reproduzida, é bem interessante:
http://www.cultura.gov.br/blogs/direito_autoral/?p=3#more-3

com certeza esses disparates da nova cultural e da claret já poderiam ter sido encaminhados com maior eficácia se o estado oferecesse alguma instância de mediação e mecanismos de proteção ao patrimônio cultural brasileiro (item 1).
e com certeza delegados e policiais armados não estariam invadindo e intimidando pequenas oficinas de xerox nas universidades que fazem as cópias dos livros e capítulos indicados pelos docentes aos alunos de seus cursos (item 2).
e provavelmente a classe autoral poderá sair do estado de quase lúmpen-proletariado em que se encontra, se houver uma redefinição de contratos menos absolutistas e matusalênicos (item 3).

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

corre-corre das editoras II



como todos sabem, a nova cultural, que posa de grande paladina da democratização do livro, a partir de 1995 saiu por aí saqueando antigas traduções consagradas.
deu uma maquiadazinha de leve - ou nem isso, só copiou mesmo e mandou bala -, colocando um nome qualquer de pseudo-tradutor nas obras das quais se apropriou, e saiu vendendo centenas de milhares, até milhões de exemplares dessa inédita iniciativa.



shangyang reflete sobre os mistérios do mundo - www.wikipedia.com


pois eu queria ver agora é o corre-corre das editoras lesadas.

a l&pm, que foi solenemente embrulhada pela nova cultural num contrato ridículo de venda de falsas traduções, se sentiu ferida em seus brios e tomou suas providências, exigindo indenização por danos morais e materiais causados pela tal da nova cultural. consta que esta abaixou a cabeça e assumiu toda a culpa (também, ia fazer o quê?).

e as outras?

segue abaixo a relação de casas editoriais lesadas pela coleguinha delas, tomando para si traduções que não eram suas e publicando-as com outros créditos na deplorável coleção "obras-primas":

1. Livraria Martins
- Madame Bovary
- Werther
- Uma vida
- Ivanhoé

2. Editora Globo
- Contos
- O morro dos ventos uivantes
- Tom Jones
- Lord Jim

3. José Aguilar (Nova Aguilar)
- Crime e castigo
- Ana Karênina
- O retrato de Dorian Gray
- Os irmãos Karamázovi

4. Civilização Brasileira (Record)
- O falecido Mattia Pascal
- Seis personagens à procura de autor
- Suave é a noite

5. Cultrix (Pensamento)
- A divina comédia

6. Pongetti
- Cyrano de Bergerac

7. Bruguera
- O vermelho e o negro

8. DIFEL (Record)
- O leopardo

9. Agir (Ediouro)
- Fausto

10. Círculo dos Leitores (Portugal)
- Naná

11. Saraiva
- Os três mosqueteiros

12. Clube do Livro
- A mulher de trinta anos

a essas alturas, eu me pergunto: por que esse silêncio ensurdecedor das editoras lesadas? (apenas 3 deixaram de existir, bruguera, clube do livro e pongetti)
será que elas esquecem que a razão exclusiva de sua existência é o leitor, a única fonte que lhes permite viver, e que respeito é bom e todo mundo gosta?

p.s. por questão de justiça, devemos informar que a globo começou a se mexer também.

Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Oh tempos, oh costumes!

Discurso de Cícero contra Catilina

I

Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há-de zombar de nós essa tua loucura? A que extremos se há-de precipitar a tua audácia sem freio? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda nocturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disto conseguiu perturbar-te? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos? Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem? Quem, de entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas?

Oh tempos, oh costumes! (...)

Fonte : http://www.culturabrasil.pro.br/catilinaria.htm

Doutor, nós ganhamos ?

- Doutor, ganhamos? - perguntou o cliente, visivelmente nervoso. Era um processo intrincado, que se arrastava por anos e do qual dependia, ganho ou não, o futuro dele. Receber uma ligação do advogado: o processo se havia encerrado. Se havia ganho ou não o advogado fizera mistério.

- Sr. Fredolino, - pigarreou o advogado - como eu já havia lhe dito este processo era deveras complicado. O senhor deve recordar no início, quando o senhor me procurou, que as chances eram iguais para ambas as partes.

Fredolino ouvia.

- Bem no juízo a quo apresentamos o libelo, a parte excepcionou e contestou. O magistrado rechaçou a exceção, mas em análise da matéria de fundo restou por nos dar procedência apenas parcial. Interpusemos o remédio apropriado tendo, então, o processo sido conduzido à instância ad quem, deistribuído o processo, o relator proferiu foto que nos foi inteiramente favorável, entretanto o conteúdo das manifestações do revisor e até do vogal foram incluídos nas razões de decidir. Assim ao se verificar que o conteúdo da fundamentação divergia do dispositivo, nada obstante a ementa confirmasse a decisão em nosso favor, nos obrigamos a apresentar embargos de declaração, apontando a contradição existente. Recebidos os embargos foi-nos dado provimento. A parte contrária, contudo, não se conformou, apresentou Recurso de Revista e, do despacho denegatório, apresentou Agravo de Instrumento. O Tribunal Superior negou seguimento a este último e, portanto, os autos estão agora de volta à Vara de origem.

Fredolino admirou-se que esta narrativa toda saiu de um fôlego só, sem que o advogado sequer resvalasse em um ou outro dos inúmeros termos utilizados. Apreveitou-se do intervalo do advogado e então, um pouco hesitante perguntou:

- Doutor o senhor me desculpe, nós ganhamos ?

Fonte : http://direitoetrabalho.com/2007/05/juridiques/

as novas culturas que catilinam a mesossorbácea



http://www.youtube.com/watch?v=_79lXAL07VE

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Thomas Stearns por Eliot (ou ele por ele mesmo)

por Jerônimo Teixeira

O reverso de Eliot


Apesar da fama de inacessível, o autor de A Terra Desolada sempre impressiona com sua poesia, agora traduzida na íntegra

Pouco depois de T.S. Eliot escrever a peça teatral O Secretário Particular, um repórter perguntou ao poeta o que ele "queria dizer" com a obra. Eliot respondeu que queria dizer exatamente aquilo que estava escrito. "E nada mais?", insistiu o jornalista. Nada mais, confirmou o Nobel de Literatura de 1948. As perguntas do jornalista traduziam o pasmo de muitos leitores diante dos versos complexos de Eliot. Como uma espécie de ventríloquo, ele sempre demonstrou a habilidade de assumir a dicção dos grandes poetas do passado, fazendo de seus poemas um emaranhado de citações e alusões. Alguns críticos obtusos até o acusaram de plágio. A publicação de sua obra poética completa, dividida em dois volumes – o primeiro dedicado à Poesia (tradução de Ivan Junqueira; Arx; 568 páginas) e o segundo ao Teatro (tradução de Ivo Barroso; Arx; 704 páginas), com cinco peças compostas na maior parte em versos –, talvez confirme a percepção de Eliot como o cacique mais difícil da difícil tribo dos poetas modernos. Os dois calhamaços, porém, convidam à fruição direta da poesia de T.S. Eliot – por extenso, Thomas Stearns Eliot (1888-1965) – e à descoberta de que, afinal, sua poesia tem o poder de impressionar o leitor mesmo quando suas referências históricas e literárias não são acessíveis.

(...)

Extraído da Revista Veja de 20/10/2004
Artigo : O Reverso de Eliot

site da livraria da vila

na campanha junto a sites de livrarias e editoras, eis a posição da livraria da vila, em são paulo:

"Acho boa sugestão. No nosso atual sistema, nao há espaço para esse campo, mas estamos desenvolvendo novo sistema que prevê a inclusão do nome do tradutor.
Considero, porém, que o trabalho precisa ser feito principalmente pela editora, pois será muito difícil inserir os nomes 'na unha', um a um. A automatização do processo resolveria a questão.
Enfim, pode contar conosco, pelo menos para ajudar a pressionar as editoras para essa demanda.
Abraços. Samuel."

Terça-feira, 8 de Julho de 2008

fata morgana

brincadeirinha simpática:
in: http://mafaldabrasil.blogspot.com

divulgando

anda tramitando no senado, em fase bem adiantada, a nova lei da informática no brasil, com uma definição do cibercrime que, levada ao pé da letra, tornará praticamente impossível qualquer consulta e utilização de dados disponíveis na internet.

chegou a nós uma petição dirigida ao senado, solicitando o veto ao projeto, por razões detalhadamente expostas no texto da referida petição:
http://www.petitiononline.com/mod_perl/petition-sign.cgi?veto2008
Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira

Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Informativo

Já estão nos comentários da coluna "Observadores da imprensa" algumas notícias sobre créditos aos tradutores. Aguardamos ansiosamente o dia dos parabéns aos jornais que incluírem esses créditos também em suas colunas "Os mais vendidos".

Boa leitura e boa semana para todos.

Domingo, 6 de Julho de 2008

o corre-corre das editoras


a santillana-prisa inaugura sua sede no brasil, em são paulo. a rocco cria nova empresa (prumo), em são paulo. a santillana queria comprar a claret. a l&pm é a líder no mercado de pockets. a santillana é líder na europa e américa latina de didáticos e infantis. a rocco está criando a fio (até 8 anos) e a pavio (de 8 a 12 anos). de tanto bafafá contra os plágios, a santillana [ainda] não comprou a claret. a rocco fecha parceria com a l&pm em pockets. claret tem zentilhões de pontos de venda. a rocco fecha parceria com a avon, venda porta a porta.

fonte: wikimedia.org Book of Dimma folio 30v (Dublin, Trinity College, MS.A.IV.23)

em briga de cachorro grande a gente não entra.
a santillana gosta de visitar a gente aqui no blog. a rocco agora divulga crédito de tradução. a claret diz na imprensa que a gente tem razão em reclamar. a l&pm processa contrato desonesto. a nova cultural mete a viola no saco.

quem sabe os mais esclarecidos não começam a modernizar também o conceito de livro? por exemplo, incluindo uns 3 ou 4 tradutores em seu conselho editorial?

Carta aos Docentes e Pesquisadores - 7

Caros colegas,

Entre os dias 30/06 e 06/07, a Carta aos Docentes e Pesquisadores foi enviada a 161 destinatários, atuantes nas áreas de Letras, Filosofia e Ciências Humanas na Universidade de São Paulo (USP).

Novas adesões:

Angela M. T. Zucchi
Claudia Martinelli Gama
Gabriel Perissé
Marco Aurélio Werle
Mauro Gama
Mônica Cristina Corrêa
Myriam Campello
Patrizia Collina Bastianetto
Paulo Henriques Britto
Paulo Martins
Peterso Rissatti
Sergio Pachá
Thereza Christina Rocque da Motta

Comentários:

“Concordo plenamente com a denúncia desses fatos, graves, que ocorrem no mercado editorial. E há outros. Minha mulher, Claudia Martinelli Gama, também faz questão de assinar.”
Mauro Gama – Poeta e tradutor.

“Incluo a identificação do tradutor em todas minhas referências, incluindo os programas de disciplinas, há muitos anos. Todo o meu apoio.”
Sylvia Gemignani Garcia – Departamento de Sociologia da USP.

O envio da carta continua.

Abraços a todos.

Sábado, 5 de Julho de 2008

machado centenário

com tantas coisas no centenário de machado de assis, como poderia faltar o tradutor?
nosso colega oséias traduz e publica pela crisálida editora:

Título: Machado de Assis tradutor
Autor: Jean Michel Massa
Tradutor: Oséias Silas Ferraz
ISBN:978-85-87961-34-1
Formato: 14 x 21 cm, 128 páginas, brochura
Tema: Crítica literária

Sinopse: Machado de Assis traduziu com regularidade desde o início de sua carreira até a maturidade. Acompanhar seu percurso como tradutor ajuda a compreender sua formação como poeta, crítico, dramaturgo, contista, cronista e romancista. Pioneiro do estudo da formação do escritor brasileiro, sobre o qual publicou um livro exemplar (A juventude de Machado de Assis), Jean-Michel Massa divulga em Machado de Assis tradutor o resultado de sua minuciosa pesquisa. Ao lado de traduções conhecidas, como o romance Os trabalhadores do mar, de Victor Hugo, e o poema “O corvo”, de Edgar Allan Poe, estão listadas e analisadas 46 obras traduzidas, algumas por encomenda, outras por escolha do tradutor. Jean-Michel Massa rompe com alguns estereótipos em torno de Machado de Assis, como o de que dominava perfeitamente a língua inglesa, o alemão, o grego, o latim etc. Eis um livro importante não apenas para “machadianos”, mas também para todos os que se interessam pela história intelectual brasileira.

lembrete

boas vindas à colega lenita esteves, viva!
estamos considerando sua mensagem no abaixo-assinado: "apoio a iniciativa", como adesão.
pedimos a todos os novos colegas que não esqueçam de deixar seu e-mail.

Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

queremos recall

simpática a campanha:
http://vesperadenada.blogspot.com/2008/07/este-blogue-est-em-campanha.html

outras interessâncias


esse abaixo-assinado está em http://www.biblit.it/. sugestivo.

Lettera aperta alla stampa di un gruppo di traduttori letterari riuniti attorno alla lista di discussione Biblit. Si rivendica maggiore rispetto e un giusto riconoscimento per la figura troppo spesso trascurata del traduttore «l'ultimo, vero cavaliere errante della letteratura», secondo l'epica definizione di Fruttero&Lucentini.
Cavalieri erranti della letteratura

«Il problema del tradurre è in realtà il problema stesso dello scrivere e il traduttore ne sta al centro, forse ancor più dell'autore. A lui si chiede [...] di dominare non una lingua, ma tutto ciò che sta dietro una lingua, vale a dire un'intera cultura, un intero mondo, un intero modo di vedere il mondo. [...] Gli si chiede di condurre a termine questa improba e tuttavia appassionata operazione senza farsi notare. [...] Gli si chiede di considerare suo massimo trionfo il fatto che il lettore neppure si accorga di lui [...] un asceta, un eroe essenzialmente disinteressato, pronto a dare tutto se stesso in cambio di un tozzo di pane e a scomparire nel crepuscolo, anonimo e sublime, quando l'epica impresa è finita. Il traduttore è l'ultimo, vero cavaliere errante della letteratura».(Fruttero&Lucentini, I ferri del mestiere, Einaudi, Torino 2003)

Siamo noi i cavalieri erranti: del sublime non vogliamo dire, ma l’anonimato lo conosciamo bene. Non rivendichiamo eroismi e il crepuscolo è il fondale di tutti i nostri giorni, ma siamo stanchi di lasciare che c’inghiotta a ogni impresa.
Abbiamo nomi e cognomi, dietro i quali convivono la passione per un l